Goiânia recebe no dia 27 de abril a apresentação do musical “Olé! É Sempre Tempo de Música” , na Praça Cívica, a partir das 18h. A entrada é franca.
O espetáculo foi criado para fazer com que o público reviva a trilha sonora da sua época, mostrando que para a música não existe tempo, pois “sempre é tempo de música”. Eduardo Dussek, Caffeine Trio, Mylena Jardim, Adrianna Moreira, Marcelo Veronez, Marcelo Ricardo e DJ Barulhista compõe o time de artistas que vão embalar os shows, junto à MG Big Band, como a Orquestra Cabeça de Prata, sob a regência do maestro Marcelo Ramos.
Em sua primeira edição, musical faz uma homenagem a Eduardo Dussek e aos últimos anos da música. Serão cinco apresentações abertas ao público, em cinco cidades diferentes – Salvador, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

O Musical
O “Olé! É Sempre Tempo de Música” pretende, a partir de músicas que marcaram suas épocas, provocar emoções no público, num clima nostálgico e, ao mesmo tempo, vibrante. Um evento para ouvir, recordar, aprender e dançar.
O que conduz a dramaturgia é o conceito das sensações, onde as músicas ganham corpo e popularidade, e também da passagem do tempo, que atravessa as gerações e nos conduz a uma viagem particular.
A orquestra, base do espetáculo, está historicamente ligada à dança e à diversão, desde as big bands de jazz como as de Glenn Miller e Duke Ellignton, como as brasileiras Tabajara e Banda Veneno, como as versões mais comerciais e ecléticas de Paul Mauriat, Ray Conniff, Franck Pourcell e a Banda do Canecão, onipresente por anos nas lojas de discos com Lps em que transformavam os hits do ano em música de Carnaval.
Inteligente, articulado e bem-humorado, Eduardo Dussek atua como um observador de todas essas passagens e possibilidades, da memória e da emoção, enquanto atravessa a quarta parede e dialoga com a platéia como se ela se transformasse em sua suposta ouvinte. Através de comentários, ele apresenta o seu repertório e suas conexões com a vida das pessoas. O Caffeine Trio, com sólida formação lírica, e um histórico de espetáculos ao mesmo tempo sofisticados e populares, representa as eternas cantoras do rádio e suas atuações vibrantes, vivas, emocionantes. Através de sua capacidade interpretativa, elas incorporam personagem que assumem o lugar da platéia no palco, ora como tietes, ora como ouvintes, utilizando sempre de citações musicais (suas frases são extraídas de músicas, por exemplo) para ampliar as referências e contextualizações dos diversos momentos representados através do repertório, sejam de época ou de movimentos musicais. Através delas o bom humor se manifestará, conectando o pensamento do público com o de Dussek. Mylena Jardim, cantora revelada ao Brasil ao vencer a edição 2016 do The Voice Brasil, representa as grandes divas, com sua interpretação emocional e virtuosa, criando com os demais artistas, uma encenação que nos remete a pares famosos das Big Bands. Se a carga do humor está a cargo do Caffeine Trio, e muitas vezes do próprio Dussek, Mylena traz a sobriedade, suavidade e a paixão para o palco, centrada na sua performance musical. Ela representa um personagem intocável da memória do público, uma personagem que atravessa as cenas e cria ligações emocionantes. Adrianna Moreira traz para o espetáculo sua voz poderosa e sua enorme experiência em grandes bandas e no domínio de grandes plateias. Marcelo Ricardo se apresenta com a versatilidade e proficiência que vêm conquistando cada vez mais espaço na cena musical Brasileira e Internacional e promete grandes performances, como vocalista e instrumentista. Marcelo Veronez, ator, cantor e performático, assume o papel de condutor da grande plateia por esta viagem musical e surpreende por seu carisma e versatilidade. O DJ Barulhista, celebrado pelo trabalho em diversas trilhas sonoras para cinema, teatro e dança e como um dos mais interessantes músicos brasileiros contemporâneos, empresta seu talento para criar uma linha contemporânea de condução dos diversos momentos do espetáculo.
A MG Big Band tem papel fundamental na condução, no clima, muito além da execução dos arranjos musicais do repertório. É importante o desempenho dos naipes de metal, por exemplo, no rigor do posicionamento e em coreografias, realçando os momentos em que seus timbres tomam a frente da apresentação, criando movimentação na cena além da dos atores principais. Destaca-se entre os músicos o clima de entrosamento, da conversa, dos improvisos do jazz, onde os olhares entre eles são carregados de significados a respeito das pautas que executam. Eles ajudam a pontuar para o público o que a partitura escreve. Orientam a leitura viva dessa partitura, denotando os destaques que ela indicar.
A posição dos músicos da Orquestra no palco segue o rigor da necessidade técnica de disposição dos naipes. Os cantores se movimentam e criam o desenho motriz dos diálogos e deslocamentos. Sua movimentação é que conduz o olhar da plateia para o painel de led, que compõe o cenário, quando as imagens adquirem importância narrativa de maior intensidade.
O painel será montado para que o aproveitamento de sua área visual seja maior em função da perspectiva do olhar de quem estará na platéia. As imagens do painel têm papel narrativo, criando uma figuração cenográfica que cria um ambiente visual para que alguma cena se desenlace. Por vezes ilustrativo, ele faz alusões gráficas ao universo das músicas de determinada cena. E, em outros momentos, é um elemento estético, trazendo grafismos ritmados, baseados no andamento das canções, liberando a atenção da platéia para se concentrar na música, ajudando apenas na transmissão da sensação musical. Por vezes podem trazer textos, citações, referências, criando uma complementação de conteúdo, para que a narrativa se desenvolva tendo como maior lastro o repertório musical.

SERVIÇO
Olé! É Sempre Tempo de Música

Data: 27 de abril

Hora: a partir das 18h
Local: Praça Cívica
Entrada gratuita

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